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domingo, 19 de agosto de 2018

Arbitragem: Luxo ou necessidade do Botãobol?

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O cronometro foi acionado. A contagem regressiva do relógio já indica que a bola está rolando e os dois times correm contra o tempo na luta pela inauguração do placar. Ao sexto toque na bola, dentro do limite dos 12 toques permitidos na posse de bola, um dos técnicos anuncia o "coloque-se" imperativo, anunciando o tão almejado arremate. O defensor, temendo o pior, posiciona o goleiro e autoriza o chute. Alguns segundos se passam até que a palheta escorrega e a bola parte rumo à meta, mas... Opaaaaa...! Ela não entrou! Sim, para alívio do defensor, a bola chocou-se na trave e saiu em linha lateral. Epaaaa...! Mas o atacante reclama que a bola foi desviada pelo goleiro, o que lhe dá o direito de cobrar o lateral. Sob um lance ocorrido em milésimos de segundos, começa a discussão. Polêmica gerada e a "briga" pela bola agora é na base do "quem tem razão".

Meus amigos, estamos diante de um fato muito corriqueiro presente nos jogos do Botãobol. A breve narrativa que acabamos de ler se dá inúmeras vezes durante as partidas da bola de borracha, o que indica que POLÊMICA, é uma palavra presente no dicionário da regra, isso para afirmar ainda que, sem ela, o futebol de botão arte perderia um de seus traços característicos. Mas, aproveitando a “ponta de trilho”, por que a polêmica faz parte do dia a dia do Botãobol?

Jogo de Botão

Para que POLÊMICAS apareçam, basta o jogo começar

Em algumas regras de futebol de botão, o chute a gol indica perda da posse de bola daquele que arrematou, independente do desfecho do chute: Chutou, sendo gol ou não, a posse de bola passa para a equipe que sofreu o ataque. Este é um detalhe que diferencia o BOTAOBOL das demais regras, uma vez que nele, todo ataque pode redundar em rebote para aquele que chuta a gol, desde que a bola, caso venha a sair em linha de fundo ou linha lateral, tenha tocado em algum botão defensor ou mesmo defendida pelo goleiro. Assim, o atacante só perderá a posse de bola caso esta tenha tocado na trave ou ter sido desviada para fora de campo por um botão da sua própria equipe, ou ainda em rebote, tenha ficado nos "pés" do botão adversário, a não ser que o chute tenha sido no 12o toque, o que obrigatoriamente faz a posse mudar de lado.

Arbitragem no Botãobol

Com olhos atentos, o árbitro da partida (ao centro) observa cada lance em jogo.

É exatamente sobre este ponto da regra que nossa narrativa vem exemplificar e destacar as dúvidas e polêmicas geradas nestes lances nas partidas, até mesmo quando a bola permanece em campo depois de arrematada, surgindo assim, a necessidade de um árbitro nas partidas oficiais de qualquer campeonato do Botãobol, cabendo a ele, o árbitro do jogo, a decisão final sobre todos os lances ocorridos ao longo dos 30 minutos de partida.

E qual a forma de atuar de um árbitro do BOTÃOBOL?

Toda disputa oficial, quando já definida e estando ambos os competidores prontos para iniciar a peleja, cabe ao árbitro de jogo conferir o preenchimentos das escalações dos times nas súmulas, o alinhamento e disposições dos botões em campo seguindo as normas da regra, zerar e preparar o cronometro e antes de inicia-lo, dar conta de que todas as prerrogativas necessárias para o início da partida estejam em conformidade com a regra.

Russia x Croacia no Botãobol

Ao centro, Adilson Ribeiro, um dos mais rigorosos árbitros do Botãobol.

Com bola rolando, cabe ao árbitro realizar a contagem, em alta voz, dos toques na bola dado por cada técnico, preservando o limite que cada um possui dentro de 12 toques, assim como assegurar todas as aplicabilidades da regra sobre todos os lances da partida, bem como tomar nota da artilharia em sumula quando houver gol marcado e acima de tudo, ter pulso convicto e irresoluto sobre todos os arremates de desfechos de jogadas.

Observando todos estes pontos de atuação, segurança e convicção, pode-se imaginar que tudo corre em calmaria durante os embates, contudo, como já sabemos, POLEMICA é palavra carimbada do Botãobol, o que torna, com arbitragem e tudo, o futebol de botão semelhante ao futebol dos gramados quando,  num lance duvidoso, após a decisão do juiz, faz um lado da história chorar, enquanto o outro lado sorri!

Arbitragem no Botãobol 001

De amarelo, este blogueiro, também se dando ao luxo de ser árbitro no Botãobol

Hoje, não vejo outra modalidade botaobolistica que utiliza-se de arbitragem, sendo o BOTAOBOL o único a se dar ao luxo de escalar um botonista conhecedor da regra para apitar suas partidas. E muito além do luxo, pela dinâmica apresentada em campo, observamos a necessidade de tê-los sempre atentos, arbitrando e interpretando cada lance no rigor da própria regra.

 

De lance em lance, o árbitro está sempre lá, marcando tudo!

Com arbitragem de Adilson Ribeiro, finalizamos nossa matéria com um exemplo “vivo” de como atua um árbitro do Botãobol durante uma partida. Observem a contagem em alta voz e as marcações definidas por ele em cada desfecho de lance, além de admirar a belo gol marcado pela RUSSIA, de José Ribamar, contra a CROÁCIA, de Toninho Oliveira, por ocasião da Copa do Mundo de Botãobol 2018.

Acompanhe os jogos e estejam atentos à arbitragem. Eles também fazem o Botãobol ser o Botãobol!

Hugo Alexandre – CHELSEA FCampeoníssimo

quarta-feira, 11 de julho de 2018

No gol, mais uma marca registrada do Botãobol

Goleiros do Botãobol

Arqueiro, Guarda-Metas, Goleiro… os sinônimos do sucesso do Botãobol

Todo grande time começa por um grande goleiro. Essa máxima do futebol, defendida por críticos e analistas do mundo da Bola, não é apenas teoria, mas sim, um fator incontestável para qualquer time que queira, de fato, ser campeão!

É na solidez da defesa que o ataque adquire confiança para se lançar ofensivamente. Se analisarmos os grandes clubes de futebol pelo mundo, chegaremos à conclusão que, realmente, eles, os ARQUEIROS, são o alicerce de um grandioso time.

Goleiros do Botãobol 5

Apresentamos os paredões do Botãobol

Mas, e no Futebol de Botão? Tal filosofia se aplica?
Caros amigos, hoje, as páginas do Chelsea de Botão vem destacar o papel fundamental dos goleiros do Botãobol, os "GUARDA-METAS" que na regra da bola de borracha, diferenciam-se de tantas regras da modalidade, pela sua peculiaridade e particularidade em ser, também, um jogador de "palheta", assim como os demais 10 companheiros de linha.

Zamorim Futebol de Botão

Goleiros de Caixa de Fósforo, retratos da nossa infância.

Fonte: http://botao.zamorim.com/


Quantos de nós, na nossa tenra infância, juntávamos caixinhas de fósforo, para, enxertando chumbo, transformá-las em goleiros para jogar nos campinhos "XALINGÕES", com times de plástico ou "mica", utilizando pastilhas em disco? Essa forma de fazer goleiros já era uma elevação de nível do próprio jogo de botão, quando assim, substituíamos os goleiros de plástico que acompanhavam os times, pelos goleiros quadrados, “envelopados” e decorados manualmente com canetas hidrocor, colando os escudinhos de nossos times, muitas vezes, recortados de revistas esportivas. Tempos saudosos do jogo de botão.

Goleiros do Botãobol 001

Goleiros peculiares do Botãobol. Uma identidade própria nos campos de Botão 

Hoje, elevando o nível do futebol de botão para uma categoria profissional, o Botãobol caracterizou um formato próprio à regra, sendo ele cilíndrico ao invés de quadrado, dinamizando-o para uma aplicabilidade em campo, algo que apenas se vê na Regra Pernambucana de Futebol de Botão, cravando como marca registrada do Regra da Bola de Borracha.

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A Palheta decisiva para a participação dos arqueiros nas jogadas


Para efetivar jogadas com o goleiro, utiliza-se de uma palheta exclusiva para esta função, realizando o movimento semelhante à de um botão de linha, impulsionando o goleiro em direção da bola, fazendo-o toca-la tal qual um botão em jogada normal. Salienta-se aqui que o guarda metas do Botãobol permanece sempre fixo sobre a linha demarcatória da barra, com metade de seu corpo para dentro e a outra metade para fora do gol.

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Personagem por vezes acionado numa partida de Botãobol, esse é o goleiro da Regra Pernambucana

Uma vez em movimento, dentro do limite dos 12 toques permitidos durante a posse de bola, uma jogada realizada com o goleiro também registra-se como contagem válida, sem que haja intervenção manual diretamente no goleiro, por exemplo, como ocorre nas demais regras de futebol de botão praticadas pelo Brasil, ou seja, no BOTAOBOL, com exceção de tiro de bola parada, só se toca nos onze jogadores (incluindo o goleiro), exclusivamente com a palheta.

Goleiros do Botãobol_

Em foco, as medidas dos arqueiros do Botãobol

As medidas deste fundamental personagem das metas cravam em 4cm de altura X 6cm de diâmetro, assumindo assim sua forma cilíndrica. Nos arremates a gol, para que a bola não fique em cima do goleiro numa eventual "prensada" da bola com o travessão, sua superfície superior é levemente arqueada, impulsionando a bola para que caia para dentro ou para fora do gol, a depender do efeito dado na pelota e pela força com que esta chega à meta. Este tipo de jogada, batizada como RAMPRADA no Botãobol, causa uma adrenalina extra na disputa, sendo fator de sorte ou azar para ambos os competidores.

No que diz respeito a matéria prima utilizada na confecção destes goleiros, no geral, a resina é a que se destaca com maior aplicabilidade, pela sua maior facilidade de confecção, mas também existem goleiros construídos de outras matérias, a exemplo do Chifre de boi e até madeira.

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A beleza dos times de botão também começa pelos Guarda-Metas

E quanto ao quesito "ARTE", cada botonista do Botãobol cria seu goleiro conforme sopra a inspiração, dando as cores de seu time oficial registrado na APFM, podendo trazer o escudo principal adesivado na fronte, ou mesmo embutir emblemas de metal num ângulo inclinado no corpo do goleiro, assim como o nosso belo goleiro do Chelsea.

Amigos, esta é apenas uma faceta do Botaobol, a Regra Pernambucana de Futebol de Botão. Neste vasto universo, muito tem-se a mostrar e sobretudo, JOGAR! Muitos acreditam que o jogo de botão virou página folheada na história, porém, nos corações daqueles que praticam o Botãobol, o futebol de botão arte está mais vivo do que nunca. Experimente tudo isso e sinta esse indizível prazer de disputar uma partida de botão.

Salve o BOTAOBOL !

Hugo Alexandre – CHELSEA FCampeonissimo

domingo, 17 de junho de 2018

Abram alas para ela, a Bola de Borracha

Botãobol

Sem bola, não há jogo… ou há?

É chegada a hora. A disputa está prestes a começar. Os dois times já em campo, regidos pela tensão pré jogo, sentem em seus jogadores o nervosismo que antecede qualquer início de partida, qualquer que seja a modalidade disputada. E mesmo na diversidade esportiva, quer seja no campo ou na quadra, muitas modalidades dependem, para que aconteçam de fato, da presença de um objeto simples, modesto e não menos cobiçado, disputado, almejado… estamos falando da sua Excelência, a BOLA.

É assim no Futebol, no Basquete, no Vôlei, no Tênis, no Pólo Aquático e até no ping-pong. Sem BOLA, não há jogo!

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A bola de borracha, o xodó do Botãobol

E procurando o Futebol de Botão, ser um retrato fiel de seu principal inspirador, o Futebol dos gramados, haveria meios de se fazer esporte sem a presença dessa ilustríssima personagem?

Bem… é até possível que sim, uma vez que algumas modalidades do futebol de mesa utilizam discos (pastilhas) ou dadinhos para por em prática o futebol nos campos de madeira, porém, para este blogueiro, nada, absolutamente nada supera a qualidade e o prazer de jogar botão utilizando uma bola esférica de verdade, que permita que esta role livremente e se busque domina-la, com dificuldade desafiante, armando o arremate dentro dos 12 toques permitidos para tal.

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As atuais e oficiais bolas do Botãobol

Hoje, o Chelsea de Botão abre suas páginas para referenciar aquela que faz o BOTÃOBOL diferir de qualquer outra regra praticada no Brasil, e quiçá, no mundo. Apresentamos, a BOLA DE BORRACHA.

Feita de material Sintético, a Bola do Botãobol possui, em média, 11 mm de diâmetro, podendo variar entre 10 e 12 mm (sem exceder esse limite para menos ou para mais). Sua consistência física deve ser semelhante a “miolo de pão”, do tipo lisa, sem porosidade. Na sua confecção, evita-se utilizar borrachas muito duras e com baixa aderência.

Suas cores variam consideravelmente, a depender da oferta deste tipo de borracha no mercado, diversificando entre bolas verdes, laranjas e brancas e mais recentemente, vermelhas, azuis e até multicores.

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Bolas com variedades nas cores. Isto também é Botãobol

Como nem sempre encontram-se borrachas idênticas às já utilizadas em jogo, o resultado final da confecção acaba gerando bolas diferentes em algum aspecto, sendo mais ou menos aderentes, mais ou menos pesadas, o que influencia diretamente no jogo do Botãobol, implicando em placares nem sempre tão elásticos e em arremates diferentes quanto ao ponto do chute. Isso significa que um botonista do BOTAOBOL, muitas vezes, precisa passar por uma readaptação em campo, a depender da pelota de cada jogo. Puro desafio para os amantes da Regra.

E sobre sua confecção, assim como na fabricação de nossos botões, todo o processo é feito de forma artesanal, transformando-a de um quadrado (formato em que vem a borracha em seu estado bruto) em uma esfera 100% arredondada, atingindo o tamanho e peso ideal após varias sessões de “lapidação”.

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Em campo, botão, goleiro e bola dividindo o mesmo lance

E para fechar nossa postagem, nada melhor do que conferir, em vídeo, o quanto corre solta a bola de Borracha e como é desafiante o domínio da bola a cada jogada criada. O jogo em questão foi durante o Chifronésio, torneio exclusivo de botões de chifre de boi, ocorrido em 2011, entre Grêmio “Riba”, de Dinoraldo, e o Flamengo, de Fernando Brito. Acompanhe o “rolar da bola” e o fantástico gol anotado pelo urubu da Rua do Hospício.

 

Ótimo lançamento e perfeita finalização do Flamengo

Eis então a personagem indispensável do jogo de botão, a bola de borracha, tão característica do Botãobol, em sua aplicação prática. Quer tentar jogar com ela? Garanto que você terá dificuldades para domina-la, porém, com treinos e muita persistência, a excelência das jogadas e dos arremates chegará. Jamais desista!

Salve o Botãobol!

Hugo Alexandre – Chelsea FCampeoníssimo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fundamentos do Botãobol (Regra Pernambucana) Parte Final


Chegamos enfim, à última parte de nossas postagens sobre o Botãobol, praticado com Bola de Borracha, regra genuinamente pernambucana. Depois de tudo já colocado, há ainda casos particulares não previstos na regra que ocorrem em determinadas circunstâncias, e que iremos trata-los nesta parte final, além, é claro, das considerações finais dos fundamentos. Continuemos então:



CAPÍTULO XX
Das prescrições diversas 

Artigo 35: Os casos não previstos na regra, se por acaso vier a ocorrer, poderão ser solucionados em comum acordo pelos disputantes ou por um conselho arbitral, formado por integrantes da organização sede do evento.

§ Único: Os casos particulares, abaixo especificados, deverão ter, para fins de uniformização de procedimentos, as seguintes interpretações:

a) O tempo de reflexão (período que a equipe tem para executar uma jogada), é de 10 (dez) segundos. Caso extrapole esse tempo, o diretor técnico deverá ser advertido pelo árbitro, que poderá prorrogar o tempo da partido, tanto no primeiro, como no segundo tempo, em até 2 (dois) minutos.

b) O número de substituições em cada partida oficial é de até 3 (três) substituições por equipe. Somente poderá haver simultaneidade de duas ou três substituições se houver reinício de partida, motivada por marcação de gol ou mudança de barra. No caso de haver uma só substituição, ela será efetivada com o botão substituto fazendo uma jogada de bola parada(lateral, córner, tiros livres direto e indireto, pênalti, tiro-de-meta).

c) Permitir uma 4ª substituição se, após feitas as três substituições, algum botão venha a ficar sem condições (quebra ou arranhão), acidentalmente.

d) Considerar que, nas partidas oficiais, o árbitro poderá autorizar a saída de campo de qualquer botão para limpeza, se constatar que o técnico da equipe adversária tenha dado causa ao problema. Nesse caso, o jogo será interrompido e somente deverá ser reiniciado quando do retorno do botão, que deverá ocupar o mesmo espaço que se encontrava quando de sua saída. Nos demais casos, qualquer botão que venha a ser retirado de campo, por solicitação do técnico de sua equipe, somente retornará fazendo uma jogada de bola parada ou no reinício da partida após a marcação de gol ou de mudança de barra.

e) Considerar zerada a contagem de toques quando acontecer gol contra.

f) Considerar que os botões posicionados para a saída de bola, prevista na alínea “e”, do Artigo 17, Capítulo VIII, da presente regra, fiquem a uma distância mínima da bola, equivalente ao próprio diâmetro da bola (11mm), de maneira equidistante.

g) Considerar como tiro livre indireto, a ser cobrado na área de tiro-de-meta, caso a bola penetre no gol adversário, mesmo que venha a tocar em qualquer botão, quando originária de um arremesso lateral.

h) Da mesma forma, considerar como sendo escanteio, caso a bola entre na própria meta de quem cobrou o arremesso lateral, desde que a bola não tenha tocado em nenhum botão, exceto o goleiro. Caso venha a tocar em qualquer botão será marcado gol, a quem será atribuída a sua autoria.

i) Considerar como encaixe do goleiro o fato do mesmo ficar sobre a bola, dentro da área. O reinício da partida se dará com a cobrança de tiro-de-meta, desde que a jogada não redunde no 12º e último toque. Nesse caso, a equipe perde a posse de bola e o time adversário deverá cobrar um tiro livre indireto no local da jogada.

j) Somente não se aplica o disposto no artigo 37 da Regra, caso a jogada decorra do uso intencional da tabela. Nesse caso o botão deverá ser posicionado no local de sua saída.

k) Não considerar como falta, o fato de um botão ficar sobre outro, caso a bola esteja fora de jogo. Nesse caso, o botão deverá ser posicionado lateralmente.

l) O goleiro não poderá ser impedido de se posicionar (Art 7º da Regra). Caso isso venha a ocorrer, o botão, seja de qual equipe for, deverá ser imediatamente afastado de modo a permitir a ação do goleiro.


m) Numa cobrança de falta, caso o botão faltoso ou outro qualquer botão esteja ocupando um espaço que atrapalhe a cobrança da infração, deverá ser deslocado ligeiramente, sempre na direção contrária a de ataque.

n) Na cobrança de escanteio, a área de cobrança deverá estar livre. Caso haja algum botão ocupando-a, deverá o mesmo ser afastado ligeiramente, ficando posicionado na linha de fundo.

o) Caso uma equipe não consiga iniciar ou reiniciar o jogo (tirada de centro), após três tentativas, perderá a posse de bola.

p) Para efeito de contagem de toques, será considerada qualquer jogada executada, correta ou incorretamente, como por exemplo: se na cobrança de tiro-de-meta a bola não sair da área a jogada será repetida, mas a cada cobrança corresponderá um toque. Se após três tentativas, a jogada continuar invalidada, será marcado tiro livre indireto, cobrado na área de tiro-de-meta da equipe infratora.

q) Caso uma equipe, na execução de uma jogada, venha a arrastar com a paleta o botão e o mesmo, em decorrência do fato, venha sofrer um pequeno deslocamento para trás, sem que 
haja sequência do lance, por ter o técnico tirado a paleta do botão, esse arrastamento será considerado como uma jogada e consequente perda da posse de bola. 
      
r) Quando um botão estiver posicionado para chutar a gol tendo sua equipe perdido a posse de bola, caso a equipe adversária, na tentativa de obstruir a jogada , venha cometer uma falta distante do lance, tirando assim proveito da situação, a jogada será considerada como atitude incorreta. Se isso ocorrer, a equipe atacante dará continuidade à jogada que iria efetuar (lei da vantagem). Por outro lado, caso a falta tenha sido claramente cometida de forma intencional, o botão que cometeu a infração será eliminado da partida, sem direito à substituição.

s) Quando numa travada de bola, um botão venha a ser arremessado para fora de campo de jogo e na queda venha a sofrer qualquer dano, o botão infrator será eliminado da partida, sem direito a ser substituído.

Artigo 36: Se um botão sair das quatro linhas demarcatórias do campo, durante o transcorrer de uma partida, somente deverá ser colocado dentro de campo quando a sua equipe perder a posse de bola, exceto se o campo dispuser de fosso e o botão vier a ficar dentro dele. Nesse caso, deverá, de imediato, ser colocado em campo, no exato local de sua saída. Também deverá ser colocado em campo se o seu posicionamento não permitir que o mesmo possa ser movimentado com a paleta do técnico.

§ Único: Qualquer botão será considerado dentro de campo se qualquer uma de suas partes estiver dentro de campo ou mesmo sobre qualquer linha demarcatória. Nesse caso, não deverá ser removido, participando normalmente das jogadas.

Artigo 37: Se ao se chocar com o alambrado de proteção e que circunda o campo e retornar ao campo de jogo, o botão deverá ficar no local onde parar seu deslocamento. Se vier a tocar em qualquer botão da equipe adversária, sem que antes sua equipe tenha tocado na bola, será penalizado com falta (tiro livre direto), cobrado no local do choque com esse botão adversário.

§ Único: Somente não se aplica o disposto neste artigo, caso a jogada decorra do uso intencional da tabela. Nesse caso, o botão deverá ser posicionado no local de sua saída de campo.

Artigo 38: Se um botão, ao voltar a campo, após o choque com o alambrado de proteção, tocar na bola, a jogada não terá validade. Nesse caso será marcado um tiro livre indireto contra a equipe infratora, no local onde a bola foi tocada. Da mesma forma, se tocar na bola após se chocar com a trave ou qualquer ponto neutro do campo, também será punida com a cobrança de tiro livre indireto.

Artigo 39: O técnico do time que não estiver com a posse de bola deverá ficar afastado da mesa de jogo, não apoiando as mãos na mesma.



CAPÍTULO XXI
Das considerações finais

Artigo 40: Esta regra, por ser dinâmica, estará sujeita a modificações, mas é fundamental que prevaleça o sentido ético da mesma, o que torna a prática do futebol-de-mesa em um esporte salutar, onde predomina a sã camaradagem de seus praticantes. Esse é, pois, o princípio fundamental da Regra Oficial da Liga da Boa Vista e, agora, considerada a Regra Pernambucana de Futebol-de-Mesa, o BOTÃOBOL.

(Redigida originariamente em 14 de junho de 1999, por Abiud Ferreira Gomes, botonista integrante das Ligas de Celotex da Boa Vista, da Estância e da Vila do IPSEP, e posteriormente com as modificações introduzidas e aprovadas pela maioria dos decanos até 15 de fevereiro de 2002, as resoluções aprovadas pela Diretoria Executiva, em 3 de julho de 2003, as interpretações dos casos particulares, aprovadas pelo Conselho de Decanos, em 08 de janeiro de 2005) e as resoluções aprovadas pelo Conselho de Decanos em 10 de julho de 2010].

Atualizada em 11 de julho de 2010.

Redação de ABIUD FERREIRA GOMES
Publicado em http://www.chelseafutmesa.blogspot.com/ aos 21 dias do mês de outubro do ano de 2010, por HUGO ALEXANDRE DE A. OLIVEIRA


Amigos leitores, praticantes do futebol de mesa pelo Brasil, aqui está todo o conteúdo dos princípios e fundamentos do Botãobol. Para encontrar todas as demais partes, basta clicar em "FUNDAMENTOS DA REGRA", na barra lateral direita do blog, onde encontra-se as "MATÉRIAS POR ASSUNTO". Até  para quem o pratica, fica aqui uma opção de consulta, quando surgir alguma dúvida.



 Hugo Alexandre - CHELSEA FCampeoníssimo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fundamentos do Botãobol (Regra Pernambucana) PARTE III



Passando agora à terceira parte de nossa consideração sobre os fundamentos do Botãobol, falaremos aqui sobre os diversos lances de uma partida. Cobranças de tiro de meta, escanteio, arremessos laterais, infrações e até quando há uma suspensão da partida e anulação da partida, finalizando o presente artigo com o término de uma partida de Botãobol. Estes lances, tão comuns no futebol real, é espelhado nas mesas de forma peculiar à Regra Pernambucana, como veremos principalmente nos "arremessos laterias".
Acompanhem:

CAPÍTULO XII
Do tiro-de-meta

Artigo 23: Toda vez que a bola sair pela linha de fundo impulsionada ou tocada por um botão da equipe atacante a partida será reiniciada com a cobrança de tiro de meta, que deverá ser efetuado de qualquer ponto da pequena área, por qualquer botão, exceto o goleiro, da equipe detentora da posse de bola. A cobrança do tiro de meta somente será considerada válida se a bola sair da grande área sem tocar em qualquer botão. Se a mesma sair da área e retornar após tocar em qualquer botão, a jogada será julgada válida.

Tiro-de-meta cobrado. Jogada visando o gol iniciada.


CAPÍTULO XIII
Do escanteio

Artigo 24: Todas as vezes que a bola sair pela linha de fundo impulsionada ou tocada por um botão da equipe adversária, será cobrado um tiro de canto (escanteio) do lado em que saiu a bola, no local marcado para esse fim. Se a bola tiver saído por cima do travessão, o escanteio poderá ser cobrado de qualquer um dos lados do campo da equipe atacada.

Artigo 25: Se a bola, na cobrança de um escanteio, vier a entrar no gol, este somente será considerado válido se, antes da cobrança, for dado o aviso de chute a gol, pelo técnico da equipe que executar a cobrança. Caso isso não ocorra, a jogada será considerada faltosa e a equipe atacada retomará a posse de bola e reinicia a partida com a cobrança de um tiro livre indireto , executado na sua pequena área, seguindo a regra para o tiro-de-meta.

§ Único: Se o escanteio for decorrente de um rebote, ou seja, a bola vier a sair pela linha de fundo após um chute em direção à meta adversária e a mesma ao bater na trave volte para o campo de defesa da equipe atacante e saia pela linha de fundo sem tocar em qualquer botão, o chute a gol, após a cobrança do escanteio, somente poderá ser executado por essa equipe, quando a mesma tiver dado pelo menos duas jogadas, incluindo a cobrança do escanteio.

Escanteio sendo cobrado

CAPÍTULO XIV
Do arremesso lateral

Artigo 26: O arremesso lateral deverá ser cobrado por qualquer botão, no exato local da saída da bola pela linha lateral do campo, o qual deverá ser posicionado tangenciando a linha demarcatória, caso o espaço entre o campo e o alambrado seja suficiente. Caso contrário, o botão poderá ser posicionado com sua metade dentro do campo de jogo. A jogada será dada como válida se a bola arremessada pelo técnico sobre o botão posicionado para a cobrança tocar na sua superfície e adentrar ao campo de jogo. Caso contrário, será dada a reversão e a cobrança passará a ser executada pela outra equipe. Durante a cobrança, o botão não poderá ser obstaculado por qualquer outro botão, ficando o local livre para a execução do lance.

Artigo 27: o arremesso lateral poderá ser julgado proposital ou não proposital, conforme discriminação abaixo.

1) Arremesso lateral proposital: Toda a vez que a bola sair de campo pela linha lateral, impulsionada diretamente por um botão, sem que venha tocar em qualquer outro botão, seja de uma ou outra equipe, o arremesso lateral será considerado proposital, desde que o lance seja provocado pela equipe atacada. Após a cobrança, a equipe executora, caso a bola fique em condições de ser arremessada a gol, poderá fazê-lo, dando o aviso de que vai chutar.

2) Arremesso lateral não proposital: São todos os demais casos de saída de bola pelas laterais do campo. Nesses casos, após a cobrança, a equipe executora somente poderá chutar a gol após dar uma jogada, no mínimo, na seqüência do lance

Arremesso lateral, característico do Botãobol

CAPÍTULO XV
Do gol


Artigo 28: Será considerado gol, todas as vezes que a bola for jogada direta ou indiretamente para a meta ou barra e passar totalmente a linha demarcatória de gol, onde se posiciona o goleiro. A validade de um gol será dada quando a jogada que anteceder o fato acontecer após ser dado o aviso de chute a gol. Sem que isso ocorra, exceto nas infrações do goleiro e na cobrança de pênaltis, conforme visto anteriormente, o gol será anulado e a equipe será punida com a cobrança de tiro-livre indireto na pequena área, obedecendo-se à regra do tiro-de-meta.

Artigo 29: Será considerado gol-contra ou autogol, quando a bola entrar na própria meta do time detentor da posse de bola, exceto se a mesma tiver ocorrido após um chute na trave do time adversário e entrar na meta sem que haja toque de qualquer botão. Nesse caso, deverá ser cobrado um escanteio em qualquer um dos lados do campo da equipe que sofreu o fato. O gol-contra será atribuído ao botão que tocar por último na bola, antes de entrar na meta.

§ Único: Se a bola adentrar ao gol, indiretamente, mas o último toque couber a um botão do time adversário, será considerado gol normal.

Artigo 30: Após cada gol marcado, as equipes voltam ao posicionamento previsto para o início da partida

Momento do "coloque-se". Tudo pode acontecer

CAPÍTULO XVI
Das infrações

Artigo 31: Serão consideradas como infrações toda e qualquer irregularidade que vier acontecer durante o transcorrer da partida, ferindo os preceitos que regem a aplicação da Botãobol (Regra Pernambucana). As infrações previstas nesta Regra são as seguintes com as respectivas penas:

§ 1º: Falta:

a) será considerada jogada faltosa ou lance faltoso quando um botão de uma equipe se chocar com um botão da equipe adversária antes de tocar na bola. Nesse caso a equipe infratora será apenada com a cobrança de tiro livre direto do local onde ocorreu o choque;

b) Também será considerada falta quando um botão de uma equipe, durante uma jogada, ficar sobre um botão do time adversário. A pena também será a cobrança de tiro livre direto do local onde ocorreu a infração;

c) também é considerada falta com direito a cobrança de tiro livre direto pela equipe que sofrer a infração, quando o time que tiver a posse de bola der duas jogadas consecutivas com um mesmo botão, sem que a bola toque em qualquer outro botão. Se todas essas infrações ocorrerem dentro da área da equipe atacada, será marcado pênalti contra essa equipe;

§ 2º: Toque-de-mão: Serão considerados toques de mão, com procedimentos idênticos às faltas, quando:

a) um botão ficar com a bola parada sobre a sua superfície;

b) da mesma forma, quando ficar sob a sua base;

c) se a bola tocar na paleta do técnico;

d) se a bola tocar em qualquer parte dos membros superiores do técnico. Todas essas situações somente serão consideradas quando a bola estiver em jogo.

§ 3º: Atitude incorreta:
a) será considerada atitude incorreta, com cobrança de tiro livre indireto, quando uma equipe, perdendo a posse de bola, não permitir que a outra equipe venha tocar a bola, isso após três perdas de posse de bola consecutivas. Isto é, não tocar na bola e não permitir que o adversário venha tocá-la;

b) também é considerada atitude incorreta com a mesma pena anterior, chutar a gol sem dar o aviso de que vai fazer, exceto nas situações já constantes anteriormente.

c) O toque de bola somente deve ser considerado se a jogada for feita no sentido de atingir diretamente a bola, não sendo válida quando, antes de tocá-la, o botão venha bater num outro botão da mesma equipe ou mesmo em um ponto neutro do campo (traves, bandeirinha de córner, etc). A equipe infratora deverá ser punida com a cobrança de tiro livre indireto no local onde se encontrava a bola.

d) Se a bola, durante o transcorrer da partida, vier a se posicionar numa zona de campo, dando margem a que ambas as equipes evitem tocá-la, caberá à equipe que estiver na ofensiva a obrigação de sequenciar a jogada. Caso não toque na bola, após a 3a tentativa, deverá ser punida com a cobrança de tiro livre indireto, no local onde se encontrar a bola.

e) Se um botão de uma equipe for arremessado para fora da mesa de jogo, caindo no chão, em lance executado pela outra equipe disputante, será considerado como atitude incorreta, com cobrança de tiro livre indireto, a ser executado no local onde se encontrava o botão, no momento do choque que gerou a infração. Porém, se durante a jogada que redundar na infração, houver a marcação de gol contra à equipe infratora, somente nesse caso não será levada em consideração a atitude incorreta, prevalecendo o chamado gol contra



CAPÍTULO XVII
Da suspensão da partida

Artigo 32: A partida será suspensa sempre que ocorrer essas situações:

a) por motivo de força maior;

b) por falta de condições físicas e climáticas que torne o campo impraticável para o desenvolvimento do jogo.

§ 1º: Em ambos os casos, a complementação da partida será feita quando cessarem os motivos que causaram a suspensão, caso se faça necessário.

§ 2º: Se uma partida tiver sido jogada por mais de 2/3 do tempo, será considerada encerrada e permanece o resultado que estava no momento da suspensão. Caso contrário, será jogado o tempo que resta para o encerramento da mesma


CAPÍTULO XVIII
Da anulação da partida

Artigo 33: Uma partida oficial somente será considerada anulada após o julgamento dos recursos interpostos nesse sentido pelas partes envolvidas.

§ Único: Somente deverão ser considerados recursos que tratem de:

a) procedimentos incorretos da arbitragem, nitidamente favorável a um contendor;

b) lançamentos de jogadores em desacordo com a regra (tamanho, uniforme, identificação);

c) atitudes inconvenientes por parte de um dos contendores, ferindo o código de ética que deve prevalecer nos jogos (fair-play) e não corrigidos pela arbitragem;

d) conduta inconveniente dos assistentes, comprometendo a atuação das equipes, sem que a arbitragem tome qualquer atitude para coibir essa ação.


CAPÍTULO XIX
Do término da partida

Artigo 34: Uma partida será considerada terminada quando o alarme do cronômetro onde foi marcado o tempo de jogo soar, exceto se a equipe tiver, antes do primeiro som do alarme, dado o aviso de que vai chutar a gol (“coloque-se”) ou se ocorrer um pênalti. Nesses casos, a partida será encerrada após a conclusão desses lances. Também será considerada encerrada quando a mesma for suspensa, mas já tiver sido jogada por mais de 2/3 do tempo previsto. Da mesma forma, se qualquer equipe vier a abandonar o campo, independentemente das sanções que poderá sofrer em conseqüência desse ato.

Recife, 14 de outubro do ano de 2010.
Hugo Alexandre de A. Oliveira.


Aqui, chegamos ao término da 3ª parte da publicação, na íntegra, dos fundamentos do Botãobol.
Na próxima matéria, traremos as prescrições diversas sobre a regra e as considerações finais do livro redigido por Abiud Ferreira Gomes.
Para os leitores que queiram tirar dúvidas, basta entrar em contato no email: hugoalexandre79@gmail.com

Saudações botonais !


Hugo Alexandre - CHELSEA FCampeoníssimo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fundamentos do Botãobol (Regra Pernambucana) PARTE II



Dando sequência às postagens sobre os fundamentos do Botãobol, a Regra Pernambucana jogada com bola de borracha, chegamos hoje considerando o início de uma partida, falando ainda sobre a posse de bola durante o jogo, o objetivo do jogo  e sobre aquele que é o principal momento de uma partida, o chute a gol.

Fazendo um breve retrospecto sobre a primeira parte, vimos as considerações sobre o campo de jogo,  onde se trava os grande duelos; A bola, que por si, caracteriza o botãobol como a regra da Bola de Borracha; As equipes, explicando a composição idêntica aos times dos gramados de futebol; O goleiro, com suas características bem diferentes do comum dos goleiros de botão; O Técnico, responsável pela criação e execusão das jogadas; A Arbitragem, encarregada de se fazer cumprir em campo o que a regra determina e finalmente, o tempo de jogo, espaço de tempo na qual se desenvolve uma partida de Botãobol.

Veja agora, como se inicia uma partida, com suas formações iniciais e tudo mais:


CAPÍTULO VIII
Do início da partida


 
Duas equipes prontas para o início de uma partida. Veja, na foto, a aplicação correta do presente capítulo

Artigo 16: Através de sorteio, será decidida qual a equipe que irá dar início à partida. Cavalheirescamente, um dos disputantes poderá abdicar do sorteio, cedendo ao adversário o direito de dar início à partida.

Artigo 17: O posicionamento das equipes para o início do jogo deverá obedecer à seguinte ordem:

a) Os goleiros deverão ficar em suas respectivas pequenas áreas, com a metade dentro do gol. A linha de referência que delimita suas duas partes superiores deverá coincidir com a linha de gol.

b) Os 05 (cinco) botões de defesa deverão ser colocados em qualquer posição de seu próprio campo, desde que fiquem da linha imaginária da intermediária para trás.

c) Os ponteiros direito e esquerdo de cada equipe se posicionam paralelamente às linhas laterais, frente a frente, afastados da linha divisória do campo, no máximo, 3 cm e tangenciando as linhas laterais ou afastados delas, no máximo, 3 cm.

d) O centro avante e os dois meias da equipe que não for dar a saída ficarão posicionados tangenciando o círculo central.

e) A equipe que der a saída de bola, posicionará um dos meias tangenciando o círculo central e o centro avante e o outro meia ficarão posicionados dentro do grande círculo tangenciando a linha divisória do campo separados, no mínimo, 2cm, um do outro. A bola colocada exatamente no ponto central do campo deverá ser tocada inicialmente pelo centro avante e a segunda jogada deverá ser feita obrigatoriamente com o meia que estiver ao lado dentro do grande círculo

Detalhe para a formação inicial do círculo central



CAPÍTULO IX
Da posse de bola

Artigo 18: A posse de bola é caracterizada pelo toque na bola feito por um botão que estiver efetuando a jogada. A jogada é definida como sendo o movimento feito por um botão quando impulsionado pela paleta do técnico, tocando ou não na bola. Se tocar na bola e a mesma permanecer no campo de jogo sem tocar por último em qualquer botão adversário, a equipe que executou a jogada ficará com a posse de bola, até o limite de 12 (doze) toques, quando então perderá a posse da mesma.

§ 1o: Após o 12o toque, a bola deverá sobrar limpa para a equipe adversária, ou seja, em condições de ser tocada por um botão da equipe adversária. Caso, após o 12o toque, a bola ficar encoberta, a equipe nova detentora da posse de bola terá direito à cobrança de um tiro livre indireto a ser efetuado no local onde se encontrar a bola.

§ 2o: A contagem do número de toques dados por uma equipe cessará todas as vezes que a equipe adversária retomar a posse de bola, desde que tenha condições de tocar na bola.

§ 3o: Caso uma equipe, antes de completar o número limite de toques, impeça que a outra possa retomar a posse e dar seqüência a jogada ( bola encoberta), não terá sua contagem interrompida e o jogo seguirá normalmente até ser atingido o limite de toques.

§ 4o: Se o 12o toque redundar num chute a gol e a bola tocar num botão do time adversário (inclusive o goleiro), saindo pela linha de fundo ou em arremesso lateral ou até mesmo a bola permanecer em campo, tendo batido por último num botão da equipe que efetuou o toque, a posse de bola passará para a equipe adversária que deverá cobrar o tiro de meta ou o arremesso lateral (no caso de saída de bola) ou dará seqüência a jogada (caso a mesma permaneça em campo), se a mesma estiver descoberta. Caso contrário, terá direito a cobrança de tiro livre indireto no local onde se encontrar a bola.

§ 5o: Se o 12o toque redundar em saída de bola pela linha de fundo da equipe executora, a reposição da bola será feita pela outra equipe através de cobrança de tiro de meta.

§ 6o: A contagem dos toques deverá ser feita, sempre em voz alta, pelo árbitro da partida, por ocasião dos jogos oficiais, enquanto que nos jogos amistosos essa contagem fica a cargo do técnico da equipe não detentora da posse de bola.

Artigo 19: Um botão não poderá dar duas jogadas consecutivas, salvo se a bola tocar em um outro botão de sua equipe ou mesmo em um botão da equipe adversária mas volte a tocar no próprio botão que efetuou a jogada. Também é considerada válida uma segunda jogada com o mesmo botão desde que o mesmo não toque na bola, perdendo, por conseguinte a posse da mesma
.


O desenvolvimento de uma jogada.


Capítulo x
Do objetivo do Jogo

Artigo 20: O objetivo final do jogo é a marcação de gols na barra adversária, sendo declarado vencedor, obviamente, o time que ao final do jogo tiver marcado o maior número de gols. Na igualdade, a partida será considerada empatada, podendo ser prorrogada ou não, ficando na dependência da regulamentação do evento.


Capítulo XI
Dos chutes a gol

Artigo 21: Os chutes a gol somente poderão ser executados no campo adversário, excetuando-se as cobranças de infrações diretas (tiros livres diretos) que poderão ser cobrados a gol em qualquer lugar do campo de jogo.

§ 1º: Para que uma equipe possa ficar em condições de chutar a gol, quando o lance é originário de um rebote de bola, depois de um chute a gol do time adversário, torna-se necessário que a equipe execute, pelo menos, uma jogada para poder então mandar o adversário colocar-se.

§ 2º: Todas as vezes que uma equipe for dar a saída de jogo, dando início ou reinício da partida, por motivo de gol ou mudança de barra, somente poderá chutar a gol com a bola fora do grande círculo, porém, caso venha a perder a posse de bola, dando chance a que o adversário possa tocá-la e, imediatamente retomar a posse de bola, poderá chutar do grande círculo.

§ 3º: Da mesma forma, o chute de dentro do grande círculo será válido se a bola for reposta em campo após a saída da mesma do campo.

§ 4º: Também poderá chutar com a bola dentro do grande círculo caso a equipe adversária cometa qualquer infração que acarrete tiro livre direto ou indireto.

Artigo 22: Todas as vezes que uma equipe for chutar a gol, seu técnico deverá dar o aviso de que vai fazê-lo, para que a equipe adversária posicione o goleiro. Somente após o técnico dessa equipe der o sinal de “pronto” é que o time atacante poderá efetuar o chute a gol.

§ 1º: Na cobrança de um pênalti, não é necessário dar o aviso de que vai chutar. Nesse caso, a equipe infratora posiciona primeiro o goleiro para a defesa e após seu técnico dar o sinal de “pronto, a equipe atacante posiciona o botão que irá cobrar o pênalti e dá seqüência ao lance.

§ 2º: O aviso de chute a gol somente deverá ser dado quando a bola estiver parada. Se isso não ocorrer, caso a jogada redunde em gol, este não será válido e será marcado tiro livre indireto contra a equipe infratora, a ser cobrado na área de tiro-de-meta.

Momento crucial do jogo: O CHUTE A GOL !!!

Hugo Alexandre de A. Oliveira
Recife, 07 de outubro do ano de 2010.



Encerramos aqui a segunda parte explicativa da Regra Pernambucana, o BOTÃOBOL.
Apesar de ser praticada apenas em Recife, qualquer pessoa, seguindo as orientações especificadas em seus fundamentos, pode por em prática o Botãobol em qualquer lugar do Brasil. Dificuldades, é claro que haverá de início, mas garanto que muitos irão gostar de palhetar com bola de borracha. 
Logo em breve, estaremos postando a terceira parte da regra. Quem quiser enviar comentários ou perguntas, estamos à disposição para ajuda-los.

Um forte abraço à todos,

Hugo Alexandre - CHELSEA FCampeoníssimo  

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Fundamentos do Botãobol (Regra Pernambucana) Parte I

Depois de conhecermos uma breve história do surgimento da Regra da Boa Vista, que deu origem à REGRA PERNAMBUCANA, hoje intitulada BOTÃOBOL, passaremos à partir desta postagem, a conhecer na teoria, os fundamentos da Bola de Borracha. Dividida em partes, queremos deixar ao alcance de todos, as considerações sobre tal, de forma que ajude inclusive aos próprios botonistas praticantes do BOTÂOBOL, que aprenderam a joga-la apenas na prática, para que possam aqui, encontrar e tirar suas dúvidas em relação à determinados lances que ocorrem no cotidiano da regra. Vejamos então a primeira parte:

CAPÍTULO I
Do campo de jogo

"Art. 1º. O Botãobol, obedecendo-se à Regra Pernambucana, é praticado em superfície de madeira, com formato retangular, semelhante a um campo de futebol, com as seguintes dimensões:

a) Para a mesa de jogo (conjunto de mesa, alambrado, traves e suportes em torno dos quais se pratica o Botãobol) : Máxima: 2,10 x 1,20m; Mínima: 1,80 x 1,10m; IDEAIS: 1,85 x 1,20m.

b) Para o campo de jogo, área entre as quatro linhas limítrofes: Máxima: 1,80 x 1,15m; Mínima: 1,45 x 0,90m; IDEAIS: 1,67 x 1,04M

Com o passar dos anos, o Botãobol adotou pequenas mudanças na mesa de jogo, inserindo um "fosso" entre o campo de jogo delimitado pelas linhas laterais e de fundo, e o alambrado, de forma que qualquer botão, ao ultrapassar essas linhas, cai diretamente neste "fosso", impedindo que o mesmo retorne ao campo depois de chocar-se com o alambrado. Esse mesmo botão, ao cair no fosso, retorna ao campo de jogo posicionando-se tangente à linha a qual saiu.
Visão de 4 campos da APFM. Na foto, percebe-se o "fosso" em torno da área de jogo.


Art. 2º. A marcação do campo de jogo, deve seguir as seguintes medidas, em regra:

a) As grandes áreas tem como medidas ideais: 11o x 300mm;

b) No centro do campo, há uma linha que divide em duas partes iguais; no meio desta, é assinalado um círculo com 100mm de raio, chamado de círculo central ou grande círculo.

c) Os gols ou metas medem 85mm de largura, por 58mm de altura, medidos pela parte de dentro e sua espessura é de 0,50mm. Em cada área há um ponto visível situado sobre uma linha imaginária perpendicular ao meio da linha de fundo e a 190mm da mesma. Esses pontos são as marcas de penalties. Tomando essas marcas como centro, são traçados arcos de círculos com 100mm de raio fora da grande área, sendo as conhecidas "meias-luas". Em cada canto do campo, há um quarto de círculo com raio de 25mm, de onde são cobrados os escanteios.

d) A traves ou barras podem ser confeccionadas em ferro, madeira ou alumínio, porém suas bases (traves verticais) devem ser revestidas de borracha ou material similar, a fim de diminuir os danos causados pelo impacto dos botões.

e) As mesas de jogo devem ser apoiadas em cavaletes ou similares e devem estar TOTALMENTE NIVELADAS a uma altura do solo ideal a 80cm.


CAPÍTULO II
Da bola

Art. 3º. A bola é esférica, feita em borracha, totalmente lisa. Seu raio varia de 5 a 6 mm (10 a 12 mm de diâmetro) e seu peso varia entre 4 a 10g.

Parágrafo único: A escolha da borracha para a confecção das bolas é essencial para a pratica perfeita do botãobol, onde deve-se optar pelo tipo "miolo de pão" ou outro com características semelhantes. Deve-se evitar borrachas muito duras e de pouca aderência.


Sua Excelência, a BOLA DE BORRACHA !!!


CAPÍTULO III
Das equipes

Art. 4º. Cada equipe é composta de onze peças, uma das quais será o goleiro e as outras dez, os "botões". Os jogadores são discos semelhantes a botões com diâmetro máximo de 42mm e mínimo de 32mm, com altura máxima de 7mm.

Art.5º. Os botões são feitos de materias diversos tais como: baquelite, galalite, acrílico, poliester, osso, chifre de animais, madeira...

Art.6º. É obrigatório o uso de números ou escudos na parte superior dos botões, de modo que possam ser diferenciados uns dos outros. Essa identificação é obrigatória em todas as partidas disputadas, seja amistosa ou oficial. Os botões também serão identificados através de nomes que podem ser colocados em baixo dos mesmos, grafados ou não.

CAPÍTULO IV
Do Goleiro

Art.7º. O goleiro é uma peça com características diferentes dos botões. Tem a forma cilíndrica e mede 4cm de altura, 6cm de diâmetro, confeccionado em acrílico ou material similar, com a parte superior ligeiramente abaulada e, em torno da base, com uma proteção de borracha ou material similar, evitando que choques com outros botões possam causar dano material. Estará sempre posicionado na pequena área, sendo que a metade ficará dentro do campo e a outra metade depois da linha de gol, dentro da barra. Para isso, torna-se necessário que o mesmo tenha uma linha delimitando sua metade.

§ 1º. O goleiro tem movimentos limitados. Pode ser deslocado para os lados, pelo técnico do time, para dar sequência a uma jogada ou para se posicionar melhor quando o adversário der o aviso de que vai chutar em seu gol. Com a utilização da palheta, pode ser impulsionado em jogada, desde que a bola esteja dentro da área de sua equipe. Se, ao jogar, não atingir a bola, o mesmo permanecerá no local em que ficou, até o adversário perder a posse de bola ou a mesma sair do jogo. Se, porém, o adversário for chutar a gol e der o aviso ("coloque-se") de que vai chutar, o goleiro volta a sua posição inicial. Se ainda o adversário, tiver condições de chute a gol, poderá faze-lo sem o aviso de "coloque-se", chutando a bola em direção ao gol, sendo considerado válido o gol marcado, se a bola adentrar a meta.

§ 2º. Se a bola ficar parada na parte superior do goleiro, na metade que fica dentro do campo de jogo, a jogada será considerada como "encaixe do goleiro" e a reposição da bola em jogo será feita em cobrança de TIRO DE META.
§ 3º. Se a bola ficar colada entre a trave e o goleiro, exatamente sobre a linha de gol, aplica-se o mesmo dispositivo anterior (tiro de meta).

§ 4º. Na cobrança de penalties, o goleiro deverá se posicionar antes do adversário que irá cobrar a infração, não sendo necessário que este dê o aviso de que vai chutar (não é necessário mandar colocar-se)


Os paredões do BOTÃOBOL



CAPÍTULO V
Do Técnico ou Diretor-Técnico

Art.8º. Chama-se técnico ou diretor-técnico a pessoa encarregada de conduzir os jogadores (botões). Ele deve ter um comportamento que deve primar pela ética e boa educação, portando-se convenientemente à mesa ou fora dela, sempre com atitudes respeitosas para com os adversários e árbitros.

CAPÍTULO VI
Da Arbitragem

Art.9º. Em disputas oficiais, todas as partidas terão arbitragem, competindo ao árbitro fazer cumprir as regras do Botãobol pelos litigantes. Sua decisão é irrevogável e deverá ser acatada pelas partes em confronto. O mesmo poderá solicitar ajuda de auxiliares quando tiver que decidir em jogadas consideradas de grande risco, mas a decisão final será sempre sua.

Parágrafo Único: Os preliantes, após o término da partida, poderão entrar com uma representação junto à entidade organizadora do evento, para as providências que se fizerem necessárias.

Art.10º. Em partidas amistosas, não há necessidade de arbitragem. Deve ai prevalecer a consciência de cada disputante. Entretanto, os mesmos podem solicitar a ajuda de algum assistente ao jogo para que opine sobre um ou outro lance da partida.


CAPÍTULO VII
Do tempo de jogo

Art.11º. As partidas oficiais terão, sempre, a duração de 30 minutos, com mudança de barra aos 15 minutos, sendo tolerado um intervalo de no máximo 5 minutos, para que sejam feitas substituições, limpeza dos botões e do campo, etc.

Art.12º. As partidas amistosas terão a duração de 20 minutos, podendo ser em tempo direto ou com mudança de barra aos 10 minutos, sem intervalo.

Art.13º. Na cobrança de penalties , mesmo que o cronômetro acuse o término da partida, esta somente será considerada finda após a cabrança da penalidade. Da mesma forma, quando o adversário, com a bola parada e com a posse da mesma, der o aviso de que vai chutar à gol antes que o alarme soe. Não poderá chutar se o aviso coincidir com o toque da campainha ou se a bola estiver ainda em movimento e a partida, então, será considerada encerrada.

Art.14º. Para o início da partida, em seus dois tempos, o cronômetro deverá ser acionado, por ordem do árbitro, nas partidas oficiais e por um dos competidores, nas partidas amistosas, simultaneamente com a batida do centro feita pelo centroavante que vai dar início ao jogo

Art.15º. O árbitro poderá parar o cronômetro quando sentir que a reposição da bola em jogo demorar em virtude de problemas extra-campo (falta de energia elétrica, mal-estar de qualquer pessoa que esteja no recinto, etc), dando continuidade tão logo cessem os problemas. "

Recife, 29 de Setembro do ano de 2010.
Hugo Alexandre de A. Oliveira.

 

Encerramos aqui, a primeira parte dos fundamentos do Botãobol. Na parte II, falaremos do "Início da partida", passando por todos os lances peculiares da regra.
Aqueles que tenha dúvidas ou comentários a fazer, deixem no final da pastagem ou envie para hugoalexandre79@gmail.com, pois estaremos sempre prontos para ajudar no que se fizer necessário.

É o Botãobol, o futebol de botão, proporcionando grandes e agradáveis momentos da vida !!!


Hugo Alexandre - CHELSEA FCampeiníssimo



domingo, 19 de setembro de 2010

BOTÃOBOL e seu verdadeiro significado


Nesse imenso continente chamado Brasil, quem já teve a oportunidade de percorrer os mais diversos estados, se depara com uma enorme variedade de vocábulos, próprios de cada região, de cada povo. E num todo, a língua portuguesa falada no Brasil, soa quase como um "dialeto" para quem, de fora do país, tenta aprende-la, talvez justamente pela variedade de sentidos e significados que as palavras transmitem. 

E na sua riquíssima forma de escrever, a língua "brasileira" sofre inflência demasiada de outras línguas. No nosso dia a dia, pronunciamos palavras que muitas vezes nem nos damos conta, mas se tratam de palavras oriundas do inglês, francês, entre outros.

O esporte brasileiro, por exemplo, está repleto de palavras originárias das línguas estrangeiras. O FUTEBOL, o esporte mais popular do planeta, ele mesmo é uma dessas palavra "gringas" que compôem nosso  português.  E o que siginifica propriamente FUTEBOL ? 

Palavra genuinamente inglesa, FOOTBALL é a união de duas palavras:  FOOT, que siginifica PÉ,  e BALL, que siginifica BOLA. Unidamente, PÉ-NA-BOLA é a tradução ao "pé da letra" do nosso famoso esporte dos estádios.  Dando um toque todo "brasileiro" na palavra, FUTEBOL passou a ser nossa forma popular de escrever.

O jogo de botão, entretenimento que procura retratar o jogo dos gramados nas mesas,  herdou o título de "futebol de mesa".  Jogado por crianças e adultos, nas mais diferentes regiões do país, já vimos este jogo utilizando-se de "bolinhas de farinha", "miolo de pão", "peças do jogo WAR" entre tantas formas  amadoras de praticar  e,  oficialmente falando, 'feltro",  "disco", "dadinho"... tudo para tentar traduzir no jogo de botão, a imagem mais perfeita football.

A REGRA PERNAMBUCANA,  por sua vez, é praticada com BOLA DE BORRACHA, confeccionada de forma artesanal e que exige aos praticantes, um nível técnico elevado para o domínio e execução das jogadas. Pensando então em resumir e definir a regra numa só palavra, unimos o BUTTON , que significa BOTÂO em inglês, à palavra BALL, que, como já vimos, significa BOLA em Inglês.  Surge então o BUTTONBALL,  "BOTÃO-NA-BOLA", seguindo a mesma linha de raciocínio do FOOTBALL


"Botão na bola", o verdadeiro significado do BUTTONBALL

Nosso principal objetivo nesta matéria, é tornar claro a muitos leitores que possam ter indagado ao ver o termo BOTÃOBOL escrito tantas vezes neste blog.

Este é um ADENDO à introdução, sobre os fundamentos da Regra, que passaremos a publicar em partes, onde tratará já no primeiro capítulo, do CAMPO DE JOGO.

Aos queridos amigos do Botãobol,
Forte abraço !

Hugo Alexandre  - CHELSEA FCampeoníssimo